Glossário
Autonomia
Distância que o veículo percorre com a bateria cheia. Depende da velocidade, da temperatura, do relevo e do uso da climatização: no inverno é normal ficar 10% a 20% abaixo do valor anunciado.
A autonomia anunciada por um construtor resulta de um ensaio normalizado, o ciclo WLTP. É um valor comparável entre modelos, mas obtido em condições controladas — não é uma promessa de quilómetros.
O que faz variar a autonomia real
A velocidade é o factor dominante: a resistência do ar cresce com o quadrado da velocidade, e um percurso a 120 km/h consome muito mais do que o mesmo percurso a 90 km/h. Depois vem a temperatura. Abaixo dos 5 °C, a bateria rende menos e o aquecimento consome, sobretudo se o veículo não tiver bomba de calor.
O relevo, a carga transportada, os pneus e o estilo de condução completam o quadro. Em contrapartida, a travagem regenerativa devolve energia à bateria em cidade — é por isso que muitos elétricos consomem menos em meio urbano do que em autoestrada, ao contrário de um carro a combustão.
Quanta autonomia precisa mesmo
A maioria dos condutores portugueses percorre menos de 50 km por dia. Um veículo com 250 km reais chega folgadamente para uma semana de trajetos casa-trabalho, com carregamento em casa durante a noite.
O essencial
- O valor anunciado é WLTP, medido em laboratório: conte com 10% a 20% menos
- A velocidade é o factor que mais pesa, à frente do frio e do relevo
- Menos de 50 km por dia cobrem a rotina da maioria dos condutores portugueses
Pode filtrar a nossa oferta por autonomia e ver apenas os modelos que cobrem os seus percursos.